O sábado (11) será de performances e experimentações estético-políticas na Galeria Janete Costa, equipamento de arte mantido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, dentro do Parque Dona Lindu, no bairro de Boa Viagem.

A partir das 17h, os artistas Clóvis Teodorico e Letícia Barbosa apresentarão as performances A Festa e N° 2, em sessões gratuitas e abertas ao público, com classificação indicativa livre. As performances fazem parte de um ciclo, batizado de Terra Estranha, iniciado no último dia 13 de abril, que se encerra no próximo dia 18 de maio.

Clóvis Teodorico vai convidar o público recifense para A Festa, performance em que ele organiza uma mesa com vários bolos em formato de letras e, depois de formar uma palavra comestível, ele fatiará o bolo para uma degustação literária. Em sua performance N° 2, Letícia  cantará repetidas vezes o Samba da Utopia, canção de resistência do cantor e compositor capixaba Johnathan Silva, sem acompanhamento, projetando unicamente sua voz para dois ou mais microfones dispostos em pedestais e conectados a duas caixas de som, com volumes e intensidades diferentes, questionando limites entre a tecnologia e a impotência humana.

No sábado 18 de maio, derradeiro dia de Terra Estranha, Clóvis Teodorico apresentará Vestidos para vernissage, usando um vestido branco estruturado onde serão projetadas páginas de livros da história da arte, recortes de coluna social que falem sobre eventos de arte e palavras/jargões recorrentes no meio artístico.

Sentada atrás de um tecido esticado, Letícia Barbosa irá se despedir da Janete Costa com a Performance N° 3, observando fixamente o público através de uma fenda. 

Terra Estranha é uma iniciativa do Espaço Zero e Box Preparação, com apoio da Galeria Janete Costa. E não é o primeiro encontro entre os artistas. Letícia e Clóvis se conheceram no ano passado, no Projeto Sesc Confluências, durante suas investigações sobre o corpo como plataforma artística, entrelaçando, por meio da performance art, vetores políticos e estéticos constantes nas obras de ambos. Contrapondo e contestando com movimento o retrocesso e a estagnação social em que o país se encontra, eles defendem o corpo como linguagem artística e política universal.

Da capital pernambucana, a dupla segue para algumas cidades do Sertão e do Agreste do estado, com ações formativas e mostras de processo, estimulando a produção da performance em cada localidade.

 

Serviço

Ciclo de performances Terra Estranha

Local: Galeria Janete Costa, no Parque Dona Lindu

Próximas datas: 11 e 18 de maio

Horário: 17h

Aberto ao público

 

Fonte: Gabinete de Imprensa Prefeitura do Recife

Foto: Olga Wanderley/Divulgação