Com a chegada do verão, muitas famílias vão às praias para passear e se divertir. Mas nessa mesma época do ano também chegam à costa nordestina as caravelas e águas-vivas. Animais marinhos, trazidos pelas correntes marítimas e ventos quentes, responsáveis por muitas queimaduras, principalmente em crianças. Em casos extremos, o contato pode até levar à morte.

As caravelas possuem um corpo que as fazem flutuar na superfície do mar e tentáculos que podem chegar a dois ou três metros, dependendo da espécie. São esses longos apêndices com células urticárias que causam as queimaduras. De acordo com professor de biologia da UPE, Clemente Coelho Júnior, as pessoas devem evitar qualquer tipo de aproximação, seja no mar ou na areia. “Quando esses animais encalham e morrem na praia, muitas pessoas, por curiosidade, querem tocar e isso é um risco muito grande”, afirmou o biólogo.
O Corpo de Bombeiros intensifica os trabalhos educativos durante as férias, de acordo com o capitão Alysson Barros. Principalmente em áreas de alta incidência desses animais, informam às pessoas dos riscos e precauções necessários. Segundo ele, as crianças são as maiores vítimas porque a aparência das caravelas chama a atenção dos pequenos. “Elas acham que aquilo é inofensivo.”

Caso a pessoa venha a sofrer uma queimadura, ela deve utilizar alguma roupa ou material que a proteja para retirar o animal de seu corpo e evitar que a toxina se espalhe. “Todo posto de guarda-vidas e bombeiro está munido de ácido acético, o vinagre, para essas situações. O vinagre ajuda a eliminar a toxina da caravela na região queimada”, disse o capitão. Clemente lembra que não se deve passar nada além de água doce e vinagre nas lesões. “Algumas pessoas esfregam a região. Outras passam areia, manteiga, pasta de dente, algumas chegam até a urinar no local queimado. E nada disso vai ajudar na situação, só vai piorar.
 
Fonte: Folha PE
Foto: Pixabay