Por: Jadson de Pádua.

O escritor Thomas Ranson Giles registra em seu livro “A história da Educação”, que 3000 antes de Cristo, o processo de escolarização já era uma tentativa de ajudar na educação do ser humano. Naquela época destaca a existência dos seguintes tipos de escolas: 1 – Escolas dos templos; 2 – Escolas dos reis e suas cortes; 3 – Escolas das Províncias e 4 – Escolas militares.

Todas elas tinham em comum apregoar que as maiores virtudes a serem cultivadas eram: 1 – Silêncio (para incentivar a meditação); 2 – Obediência (porque a hierarquia existe e é necessária); 3 – Abstinência (dos excessos); 4 – Diligência (para fugir da impulsividade) e 5 – Reverência (o respeito profundo por algo ou alguém).

Por mais que alguns desses valores tenham tido leve mudança ao longo dos últimos milênios, ainda são capazes de produzir seres humanos melhores. É nisto que Judivan J. Vieira acredita.! Que o ser humano sempre pode mudar para melhor e, a prova disto, é que ele investe, voluntariamente, parte de seu concorrido tempo em semear o conhecimento sobre Ética Social pela rede de escolas públicas seja em Escolas Classes (EC 09 e EC 42) seja em Centros de Ensino Fundamental (CEF 10 e CEF 11), na cidade Satélite de Taguatinga, Distrito Federal, como mostram as fotos que acompanham esta matéria.

O Procurador Federal, que nestes últimos 5 anos deixou de lecionar para se dedicar mais à atividade de Palestrante e a sua carreira de Escritor, que já acumula três prêmios concedidos pelo maior instituto literário nos EUA, o “The International Latino Book Awards(ILBA)” acaba de encerrar seu Ciclo de Palestras/2018, acumulando histórias maravilhosas de dedicação de professores, orientadoras e orientadores educacionais, além de corpos diretivos das escolas, que em verdade contribuem mais que a família e mais que o Estado, com a educação das novas gerações que hão de ser ou não, os futuros dirigentes de nosso país 

Quando o perguntei sobre seu trabalho, o Professor Judivan fez questão de primeiro reverenciar os professores, orientadores educacionais e toda a direção das escolas que o convidaram e assim sai citando nomes como os da Psicanalista e Orientadora Educacional Kennya Fernandes, do Centro de Ensino Fundamental – CEF 10, que foi a primeira a tomar conhecimento de seu projeto “Ética Social” como uma disciplina a ser inserida no curriculum escolar e o convidou a proferir palestras aos professores, alunos e pais de alunos, além de haver inserido o projeto no PPP – Projeto Político Pedagógico do CEF 10, para 2019. Se a proposta vai vingar o Professor e Palestrante Judivan Vieira não sabe, mas segue sonhando e fazendo sua parte.

Foram muitos os nomes aos quais demonstra gratidão por serem educadores preocupados com a formação de seus alunos. Cita os orientadores Abner, Lucy Lores, Marília, Andressa, Ana Paula, Kalliane, Marta e tantas outras professoras, professores e pedagogos dedicados ao trabalho de construir vidas melhores.

O Escritor, Professor Doutor Judivan Vieira esclarece que o conteúdo programático da disciplina “Ética Social” que ele criou e sistematizou está fundamentado na filosofia de quatro grandes pilares do conhecimento mundial: Aristóteles (o filósofo que lida com a Verdade e a busca pela felicidade), Immanuel Kant (e seu imperativo categórico que se traduz por “não faça aos outros o que você não deseja que façam com você), Arthur Schopenhauer (o filósofo do livre arbítrio) e Jeremias Benthan (pai do utilitarismo), dentre outros.

Vieira explica que com a reforma do ensino fundamental e médio, introduzida pela Lei 13.415/2017, está permitido que em 40% do curriculum nacional se incluam disciplinas úteis às comunidades, aos municípios, estados, ao DF e ao Brasil. Esta autonomia foi dada às escolas, regionais de ensino e Secretarias de Ensino.

O Professor Judivan crê com entusiasmo que a disciplina “Ética Social” pode contribuir para criar uma nova mentalidade nos próximos 80 anos, a partir  do momento em que duas gerações comecem a ser educadas.

Quando lhe pergunto sobre sonhar para um tempo em que ele mesmo não estará mais vivo, uma de suas respostas vem com um ditado árabe: – Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras! 

Explica-se: Ainda que nos dias de hoje o tempo seja bem reduzido para frutificar, no passado as tamareiras levavam de 80 a 100 anos para produzir os primeiros frutos, o que dá pleno sentido ao provérbio que cita.

O Brasil (famílias, Estado e sociedade) precisa voltar a ter reverência por seus professores e orientadores educacionais! 

Sinceramente, faço votos que o projeto “Ética Social” do Professor Doutor Judivan Vieira seja compreendido e implantado, e que os professores e educadores que ele cita e todos os demais que merecem nosso respeito, não desistam dessa tão importante missão de produzir uma Nação melhor.

Foto: Divulgação