A queda de viaduto semana passada, na Marginal Pinheiros (SP), e de uma ponte na Itália, em agosto, acendem o alerta para a necessidade de haver manutenção periódica nessas estruturas. Aqui em Pernambuco, a Ponte Arquiteto Wilson Campos Júnior – que integra a via pedagiada Rota dos Coqueiros – passou por uma inspeção especial. A concessionária – que dá acesso a praias do litoral sul e à Reserva do Paiva – contratou uma consultoria de engenheiros técnicos especializados e investiu cerca de R$ 100 mil na operação, a fim de analisar a qualidade da estrutura.

A verificação envolveu análise minuciosa da situação do vão da ponte, afundação, bases de apoio, viga metálica e os estais, atendendo à norma técnica NBR 9452. Pela Ponte do Paiva, que liga Jaboatão dos Guararapes ao Cabo de Santo Agostinho e considerada cartão-postal do litoral sul de Pernambuco, passam 350 mil usuários/mês. Esta é a primeira vez em Pernambuco em que uma ponte estaiada passa por este tipo de obra.

Manutenção periódica

De acordo com a gerente geral da concessionária, Rafaela Elaine, a Ponte Arquiteto Wilson Campos Júnior passa por serviço de manutenção periódica. “Estamos sempre realizando serviços de manutenção na ponte para manter toda a estrutura em bom estado e vida útil, além dos cuidados com iluminação, sinalização e limpeza”, adianta.

 

Segundo ela, só no ano passado, a primeira parceria Público-Privada (PPP) de Pernambuco e a primeira PPP de rodovias do País investiu R$ 581 mil com manutenção especial em uma das cabeceiras da ponte. Foi feita implantação de contenção em estacas prancha metálicas, reconstrução do talude, implantação de paisagismo, de contenção de aterro em estrutura no talude Sul e manutenção na contenção em lajes existentes.

 

#Confira alguns dados sobre a Ponte Arquiteto Wilson Campos Júnior:

 

-É um tipo de ponte estaiada, ou seja, suspensa por cabos de sustentação conectados em dois mastros em seu eixo. Possui estais em sua estrutura;

-Tem 320 metros de extensão, mastros metálicos com altura total de 30 metros e 13,8 metros de largura para comportar duas faixas de tráfego, passeios para pedestres e ciclovia;

-Cerca de 350 mil pessoas/mês passam pelo acesso, entre motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas;

-Na estrutura, conta com duas faixas de rodagem, uma passarela, uma ciclovia e dois mirantes;

-Na concepção, une funcionalidade, segurança, conforto e valor estético;

-Liga as cidades de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, por meio do Sistema do Paiva;

-É patrimônio cultural dos dois municípios;

-Já foi cenário para gravação de filme e os mirantes se tornaram atração turística;

-Os locais mais profundos próximos à ponte podem variar de 1,50 a 2,90 metros, conforme última batimetria realizada em 2013 para avaliar a profundidade do rio;

-Faz parte da concessão da parceria público-privada (PPP);

-Valor do pedágio é utilizado para amortização do investimento inicial da construção da ponte, como também é revertido para manutenção e conservação da ponte

Por: Tony Duda – Multi Comunicação

Foto: Divulgação